Produção de argamassa ajuda a resolver problema ambiental no Rio

30 de julho de 2008 - 08:12

As serrarias de rochas ornamentais de Santo Antonio de Pádua, no noroeste do estado do Rio de Janeiro, passaram a adotar uma tecnologia que reaproveita a água utilizada no corte das rochas, além de separar o pó residual.Assim, a água deixa de contaminar o solo e pó está sendo utilizado para fabricar até 20 mil toneladas de argamassa ambiental por mês na recém-inaugurada fábrica Argamil, do Grupo Mil.

A técnica foi desenvolvida por meio de uma parceria entre o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), com recursos da FINEP e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). O Cetem desenvolveu o processo de separação dos resíduos da água, captando-os em tanques, o que além de permitir o acúmulo do pó fino para utilização posterior, viabilizou a reutilização da água.


“No sistema que desenvolvemos é feita a reciclagem da água, que é colocada em circuito fechado. Com isso, a reposição de água no processo de serragem é muito pequena”, afirma Carlos Peiter, pesquisador do Cetem.

O processo resolveu o problema da poluição de córregos e riachos locais, mas ainda não se sabia o que fazer com o pó residual, que já começava a se acumular nas fábricas. Nesse momento entra o INT, que realizou um estudo de pesquisa e desenvolvimento para identificar três possíveis usos para o pó fino: composições de telhas e tijolos, artefatos de borracha e argamassa industrial.

 

Notícia extraída do site da FINEP