Fiocruz e BNDES firmam aliança de olho na inovação em saúde

28 de abril de 2009 - 04:35

Parceria envolverá áreas estratégicas como a produção de fármacos, novas vacinas e medicamentos fitoterápicos

Os presidentes da Fundação, Paulo Gadelha, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, devem assinar, ainda neste semestre, um termo de compromisso que consolidará a parceria entre as duas instituições, envolvendo áreas estratégicas como a produção de fármacos, novas vacinas e medicamentos fitoterápicos.

A decisão foi tomada durante a primeira reunião entre as presidências das duas instituições, realizada no dia 15 de abril, na sede do BNDES. O banco está entre as maiores instituições de fomento do mundo. Só no ano passado, investiu R$ 91 bilhões na economia brasileira.

As áreas contempladas no documento a ser firmado entre a Fiocruz e o BNDES serão: articulação para o desenvolvimento do sistema de inovação e do complexo industrial da saúde; definição de ações concretas integradas em projetos prioritários para a Fiocruz e para o país e interação das duas equipes das instituições, envolvendo as áreas econômica, social, tecnológica, e a elaboração de projetos de inovação e produção.

O BNDES também será parceiro da Fiocruz, apoiando-a na busca de alternativas de desenhos organizacionais jurídicos que permitam a ampliação de financiamento para a produção e a inovação em saúde.

A parceria entre a Fiocruz e o BNDES pode possibilitar a consolidação da pauta estratégica da Fundação no campo da infraestrutura tecnológica, englobando o Centro de Desenvolvimento de Tecnologia em Saúde (CDTS), em construção no campus de Manguinhos, no Rio, e que servirá de elo entre pesquisa científica e inovação, o Centro Integrado de Protótipos, Biofármacos e Reativos para Diagnóstico (CIPBR) de Biomanguinhos, a produção de novas vacinas e fármacos e o trabalho com a biodiversidade, inclusive da Mata Atlântica, elaborando medicamentos fitoterápicos, importantes para o desenvolvimento sustentável.

Longo prazo – “Nossa reunião com a presidência do banco não foi apenas para apresentar projetos e angariar recursos, mas para pactuar uma aliança que permitirá ao Estado brasileiro a construção e o fortalecimento de uma política de longo prazo de desenvolvimento em saúde”, explicou Paulo Gadelha.

A presidência da Fiocruz apresentou na reunião as concepções dos processos de inovação da instituição. O vice-presidente de Produção e Inovação Tecnológica em Saúde da Fiocruz, Carlos Gadelha, detalhou a estratégia da Fundação nesta área e apresentou um porfólio inicial de projetos no setor de R$ 700 milhões.

Durante o encontro, Luciano Coutinho afirmou que “a Fundação é uma instituição diferenciada, portanto, precisa de tratamento diferenciado para, junto com o BNDES, dar sustentação aos projetos prioritários do desenvolvimento nacional em saúde”. A Fiocruz arrecada, anualmente, R$ 800 milhões com a venda de vacinas, medicamentos, reagentes e insumos em saúde.

Paulo Gadelha e Carlos Gadelha participaram do encontro no BNDES em comitiva com os vice-presidentes Romulo Maciel Filho (Desenvolvimento Institucional e Gestão do Trabalho) e Claude Pirmez (Pesquisa e Laboratórios de Referência), além do chefe de gabinete da Presidência, Fernando Carvalho.

Do banco, estiveram presentes, além do presidente Luciano Coutinho, o diretor e a superintendente de Planejamento, João Carlos Ferraz e Yolanda Ramalho, o superintendente da área industrial, Júlio Ramundo, o chefe do Depto. de Produtos Intermediários Químicos e Farmacêuticos (Defarma), Pedro Palmeira, e a secretária de Arranjos Produtivos Locais, Helena Lastres.
(Assessoria de Comunicação da Fiocruz)

Fonte: Jornal da Ciência 3748, 24 de abril de 2009.