Convênio com a França vai permitir repatriação de dados genéticos da flora brasileira
16 de dezembro de 2009 - 06:47
Parceria permitirá a participação de estudantes brasileiros de nível doutorado e pós-doutorado no programa “herbário virtual”
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Museu Nacional de História Natural (MNHN) da França assinaram convênio em Paris no último dia 9 de outubro visando à repatriação de dados genéticos de espécies autóctones da flora brasileira.
O convênio permitirá a participação de estudantes brasileiros de nível doutorado e pós-doutorado no programa “herbário virtual”, mediante o qual o MNHN pretende digitalizar cerca de 8 milhões de amostras vegetais constantes de seu acervo.
Entre os objetivos do projeto, destaca-se o estudo do impacto das mudanças climáticas sobre a biodiversidade. Os doutorandos brasileiros deverão contribuir, a partir do primeiro semestre de 2011, para a construção da base de dados referente às amostras da flora brasileira, com destaque para a identificação precisa de seu local de origem.
O MNHN estima haver cerca de 500 mil amostras brasileiras, dentre as quais várias coletadas pelo célebre botânico francês August de Saint-Hilaire. Os pesquisadores brasileiros darão seguimento a seus estudos em instituições brasileiras e francesas, de acordo com os modelos “sanduíche” ou de “co- tutela”.
A cerimônia de assinatura do convênio foi precedida de reunião de trabalho na qual os representantes de ambas as instituições discutiram aspectos referentes à implementação do convênio, bem como possibilidades para o aprofundamento da cooperação. Participaram do encontro o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, a chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, Maria Lucilene Barros Velo, e o representante do embaixador do Brasil, na França, secretario Antonio Carlos Antunes.
A instituição francesa foi representada por seu diretor-geral, Bertrand-Pierre Galey, pela chefe de Assuntos Internacionais, Myriam Néchad, e pelo diretor de Coleções, Michel Guiraud, que será o principal interlocutor, pelo lado francês, para a implementação do convênio assinado.
O CNPq e o MNHN acordaram agendar novo encontro, a ocorrer no Brasil, em data a ser definida, para preparar a implementação do convênio assinado.
(Assessoria de Comunicação do CNPq, com informações do Ministério das Relações Exteriores)
Fonte: Jornal da Ciência 3872, 20 de outubro de 2009.