Professor do Curso de Pedagogia defende dissertação de mestrado sobre o negro no sistema educacional

7 de julho de 2014 - 19:06

O Professor do Curso de Pedagogia da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos – FAFIDAM/UECE, Campus de Limoeiro do Norte-CE, Carlos Rochester Ferreira de Lima, graduado em História pela FAFIDAM, defendeu sua dissertação de Mestrado em História e Culturas pela Universidade Estadual do Ceará – UECE, com o tema “O lugar da gente de cor preta” no sistema educacional e no ensino de História no Vale do Jaguaribe-Ceará: projetos e representações sociais em disputa (2005-2013).

Foi orientado pela Prof.ª Dra. Zilda Maria Menezes Lima da Universidade Estadual do Ceará – UECE, tendo como componentes da banca de defesa o Prof. Dr. João Rameres Regis da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos – FAFIDAM/UECE; Prof. Dr. Francisco Egberto de Melo, da Universidade Regional do Cariri – URCA. A defesa ocorreu no dia 03 de Julho de 2014, no auditório do Mestrado Acadêmico em História da UECE, em Fortaleza – CE.

Foto da defesa da dissertação

Professores João Rameres, Zilda Menezes, Carlos Rochester e Francisco Egberto

A investigação situa-se no espaço interdisciplinar entre Ensino e História, território de fronteiras, no qual o ensino e a aprendizagem se constituem, se produzem e se reproduzem como campo de pesquisa científica e disciplina escolar. A pesquisa tem relevância para a sociedade, pois busca realizar reflexões sobre a implementação da Lei 10.639/03 que institucionaliza o estudo da História e da Cultura da população afro-brasileira, bem como, compreender as mudanças e permanências no Ensino de História nas Escolas de Educação Básica do Vale do Jaguaribe – Ceará. A partir das entrevistas com professores de História, técnicos da SEDUC e da CREDE 10, o autor pode perceber como está se dando a apropriação e prática pedagógica em História dos afrocearenses: formação, materiais didáticos e a problematização dos conteúdos etnicorraciais nas escolas.

Levando em consideração que a Lei n° 10.639/03 normatizou a inclusão nos currículos escolares de ações voltadas para o debate em torno da problemática das populações afrodescendentes, os discursos e representações construídos pelo Estado e por suas agências em defesa da adoção de políticas públicas voltadas para a implementação de ações afirmativas no Ceará, procurando perceber também como essas articulações atingem a prática pedagógica, ou seja, o ensino: desde a formação de professores até as aulas propriamente ditas. Tomando como referência as normas, as leis, os relatórios e as resoluções, as estratégias de ação e os debates, bem como as contradições, as mudanças, permanências e tensões existentes no processo de efetivação dessas medidas.

Segundo o professor, a problemática do trabalho dissertativo foi direcionada pelas abordagens historiográficas que tratam da construção da História da “gente de cor preta” no Brasil e no Ceará, onde foram utilizados procedimentos metodológicos da história oral, análise de fontes hemerográficas e iconográficas para melhor construir os sentidos e as representações almejadas neste trabalho.

Por Ana Cláudia Aníbal

Graduada em História pela FAFIDAM.

Aluna do Mestrado Acadêmico em História da UECE.