Grupo de mulheres da Uece lançam o livro “Fortalezas: substantivo feminino plural”
5 de maio de 2026 - 18:32
O Auditório do campus Fátima da Universidade Estadual do Ceará (Uece) ficou pequeno para prestigiar a noite de autógrafos das dez mulheres que lançaram o Livro FORTALEZAS SUBSTANTIVO FEMININO PLURAL. A prestigiada noite de lançamento ocorreu no último, 30 de abril, no Auditório do campus Fátima, localizado na Avenida Luciano Carneiro. O vice-reitor da Uece, professor Dárcio Teixeira, marcou presença
no evento.

O exemplar lançado foi em homenagem aos 300 anos de Fortaleza. A obra, publicada pela EdUece, reúne um conjunto poético de textos que têm como tema a cidade de Fortaleza. São contos, crônicas, cartas e
poemas escritos por mulheres que compartilham experiências em comum: nasceram, cresceram e/ou vivem há muitos anos na capital e integram a Uece como discentes, docentes e servidoras técnico-administrativas.
No livro, elas assumem diversos papéis, escritoras, editoras, organizadora, revisora, ilustradora, designer e fotógrafa, representando diferentes gerações de ueceanas, com até seis décadas de diferença entre si. As autoras traduzem, em suas produções, memórias, sonhos, decepções, percepções e projetos sobre essa “cidade-mulher”, celebrando, juntas, seus 300 anos. Fortaleza, com suas curvas, praias e paisagens, já foi amplamente retratada por poetas e escritores, em sua maioria homens, e ganhou, agora, uma versão inteiramente feminina.

O vice-reitor da Uece, professor Dárcio Teixeira, que prestigiou o lançamento, citou os nomes das 10 autoras do livro: Ana Cristina de Moraes, Cleide Amorim, Cleudene Aragão, Maria Thereza Leite, Paula Brandão, Ruth de Paula, Sara Diva Ipiranga, Sarah Forte, Socorro Pinheiro, Vitória Andrade. Além das ilustrações de Sara Nicodemos, o projeto gráfico de Richelly Barbosa e a revisão textual, Eleonora Lucas. E comentou: “Tive a oportunidade de ler algumas páginas com minha filha e gostei bastante deste livro. Acredito que seja um belo mergulho na literatura”. Ele ainda lembrou que antigamente a mulher era proibida de escrever e publicar. “Por isso, o trabalho de mulheres escritoras deve ser sempre ressaltado porque representa a quebra de barreiras sociais. E graças a isso, as mulheres passaram a ocupar seu devido lugar na sociedade, e não somente na literatura.”

A Diretora do Centro de Humanidade da Uece, professora Kadma Marques, disse, durante seu pronunciamento, que esse livro é o resultado da sensibilidade de várias mulheres, para elaborar e socializar a
experiência de conexão com essa cidade. “E nessa oportunidade em que Fortaleza celebra seus 300 anos, essa obra chega para mostrar o amor dessas mulheres pela cidade, tendo como autoras fortalezas que
enaltecem a cidade de Fortaleza, em suas diferentes perspectivas e visões sobre a capital do estado”, pontua. A professora Kadma finalizou parabenizando as autoras por expressarem seus sentimentos de amor
à cidade.

O Chefe de Gabinete da Reitoria, professor Altemar Muniz, também presente no evento, ressaltou o momento como sendo uma ótima oportunidade para encontrar pessoas e rever amigos e colegas de convivência, entre as quais a professora Zilda, considerando-a uma grande literata pelo seu amor e compromisso com a literatura. Ressaltou que a proposta da publicação deste livro sobre os 300 anos de Fortaleza foi logo aceita pelo Gabinete da Reitoria por sua abrangência e pela oportunidade de expressar o sentimento das servidoras pela nossa cidade.
“Falar sobre Fortaleza é falar sobre cada um de nós, que nasceu nessa cidade”, pontuou o chefe de gabinete. Lembrou da época em que os moradores se deslocavam dos seus bairros para o centro da cidade, para
comprar o que precisavam, porque só as lojas do centro ofereciam, além de sediar escolas e postos de saúde. Segundo ele, naquela época ir para o centro era sinônimo de “ir pra rua”. O tempo fez essa realidade mudar. Disse que os bairros da cidade são autônomos, em que seus moradores atendem suas demandas cotidianas no próprio bairro. O professor Altemar mostrou as contradições entre as duas épocas: no passado, os moradores circulavam nas ruas e nos bairros, a periferia era conhecida. Atualmente, segundo ele, as pessoas estão isoladas nos seus condomínios e não conhecem outros bairros, a periferia da cidade.

Em sua fala, a diretora da EdUece, professora Cleudene Aragão destacou “Quisemos que a homenagem a Fortaleza fosse feita inteiramente por mulheres que nasceram, vivem e escrevem em Fortaleza e que fossem mulheres da Uece, de diversas idades, diversas gerações, com diversas vivências e que compõem os pilares da nossa Universidade: Elas são alunas, egressas, coordenadoras de projetos, professoras, pesquisadoras, servidora técnico-administrativa, enfim todas que compartilham esse amor por Fortaleza e pela Uece.

Para a organizadora do Livro, professora da Feclesc e assessora da EdUece, Vania Vasconcelos “estou muito feliz em participar deste projeto do Livro Fortalezas Substantivo Feminino Plural é um livro que reuniu mulheres ueceanas para celebrar os 300 anos de Fortaleza e para trazer a tona os seus olhares poéticos e literários sobre essa cidade tão cantada por homens como uma cidade mulher e agora vista e escrita pela caneta e palavras das mulheres ueceana”.

O lançamento foi aberto ao público e contou com interação com as autoras, sessão de autógrafos e sorteio de exemplares.

Estiveram presentes: o vice- reitor da Uece, professor Dárcio Teixeira; o chefe de Gabinete, professor Altemar Muniz; a diretora do Centro de Humanidades (CH), professora Kadma Marques, além de demais professores, convidados e familiares





