Café com Agências de Fomento debate inteligência artificial na pesquisa e na pós-graduação
20 de outubro de 2026 - 14:47
Atividade da XXXI Semana Universitária da Uece reuniu representantes do CNPq e da Capes para discutir aplicações, desafios e perspectivas da inteligência artificial na ciência brasileira
A Universidade Estadual do Ceará (Uece), por meio da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PROPGPq), realizou o Café com Agências de Fomento, atividade integrante da programação da XXXI Semana Universitária 2026. O encontro teve como tema “A inteligência artificial na pesquisa e na pós-graduação: aplicações, desafios e perspectivas” e reuniu representantes de instituições responsáveis pelo fomento e pela avaliação da ciência brasileira, além de gestores, professores, pesquisadores e estudantes.
A iniciativa teve como objetivo promover o diálogo entre a comunidade acadêmica e representantes das agências de fomento, favorecendo a reflexão sobre os caminhos da inteligência artificial no desenvolvimento científico e na formação de pesquisadores.
O evento contou com a participação de representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que contribuíram para o debate a partir de suas experiências na gestão do fomento e dos processos de avaliação da pesquisa e da pós-graduação no Brasil.

A mesa de abertura foi composta pelo reitor da Uece, professor Hidelbrando Soares; pelo vice-reitor, professor Dárcio Teixeira; pela diretora científica da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), professora Tereza Magalhães; pelo chefe de gabinete da Reitoria, professor Altemar Muniz; e pela pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da Uece, professora Ana Paula Ribeiro Rodrigues, responsável pela organização do encontro.
A pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da Uece, professora Ana Paula Ribeiro Rodrigues, destacou a importância do encontro para aproximar a comunidade acadêmica das agências de fomento e fortalecer o diálogo sobre os rumos da pesquisa e da pós-graduação. Segundo ela, o Café com Agências de Fomento chega à quarta edição e já se consolidou como uma tradição na programação da Semana Universitária da instituição.
“Esse momento é muito importante para a gente poder ouvir as agências de pesquisa. É uma oportunidade de reunir toda a pós-graduação e as agências de fomento para conversar um pouco sobre a pesquisa, sobre a pós-graduação, sobre o presente e sobre o futuro, que é o que mais nos importa”, afirmou Ana Paula. A professora também ressaltou a relevância do debate diante do atual período de transição vivido pela ciência e pela pós-graduação, reforçando a importância da participação de docentes, discentes, pesquisadores e representantes das instituições de fomento.
Em seguida, o reitor da Uece, professor Hidelbrando Soares, iniciou sua fala pontuando que o Brasil hoje não vive tempo de normalidade. Ele destacou a importância da Constituição Federal de 1988 para a consolidação da democracia, da autonomia universitária e do papel da ciência na construção de um país menos desigual. Em sua fala, defendeu a preservação dos direitos sociais e o fortalecimento das universidades públicas como espaços fundamentais para a produção do conhecimento, a pesquisa, a inovação e a extensão universitária.

“Fazer ciência no Brasil ainda é uma tarefa hercúlea. Precisamos de mais investimento, precisamos de mais oportunidades, não somente para a rede federal, mas para as redes estaduais participarem desse processo, como já fazem. Queremos uma participação maior e defendemos a criação de um sistema único de educação superior no Brasil, público e gratuito, com recursos efetivamente disponibilizados para essa rede de universidades públicas e gratuitas. Tudo isso é uma construção. Tudo isso é uma luta que a gente precisa fazer”, afirmou o reitor.
O reitor também alertou para a importância de defender os princípios democráticos e as garantias estabelecidas pela Constituição Cidadã, ressaltando que a universidade pública e a ciência nacional são essenciais para a soberania do país e para a construção de uma sociedade comprometida com os direitos da população e a redução das desigualdades.

Representantes do CNPq e da Capes conduzem o debate
A programação central contou com as contribuições de dois convidados com atuação na gestão do fomento científico e dos processos de avaliação da pós-graduação brasileira: Luis André Carvalho Losi, da Capes, e Arquimedes Belo Paiva, do CNPq.
Luis André Carvalho Losi é coordenador de Gestão de Instrumentos de Avaliação da Capes. Possui experiência na gestão dos processos de avaliação da pós-graduação brasileira, com atuação em iniciativas voltadas à governança da informação, à integração de sistemas e ao aprimoramento dos instrumentos e procedimentos de avaliação.

Durante o encontro, sua participação integrou a discussão sobre a inteligência artificial no contexto da pesquisa e da pós-graduação, considerando os desafios relacionados aos processos de avaliação e à gestão da informação científica.
Arquimedes Belo Paiva é coordenador-geral de Apoio e de Análise dos Resultados do Fomento, vinculado à Diretoria de Análise de Resultados e Soluções Digitais do CNPq. Sua atuação institucional está relacionada ao acompanhamento, ao monitoramento e à análise dos resultados das ações de fomento à ciência, tecnologia e inovação, contribuindo para o aprimoramento dos processos de gestão e avaliação dos investimentos públicos em pesquisa. Sua participação no Café com Agências de Fomento abordou a temática da inteligência artificial sob a perspectiva do fomento científico e da gestão da pesquisa no Brasil.
Após as apresentações, os participantes tiveram a oportunidade de fazer perguntas e comentários aos palestrantes, ampliando o espaço de diálogo entre os representantes das agências e a comunidade acadêmica. O momento permitiu a troca de experiências e o esclarecimento de questões relacionadas aos temas discutidos, aproximando pesquisadores, gestores e estudantes das instituições que atuam no financiamento e na avaliação da ciência e da pós-graduação brasileiras.
