Matriz Curricular do Curso
O Curso de Mestrado Profissional Ensino em Saúde (CMEPES) está estruturado em uma Área de Concentração: Formação e Desenvolvimento Docente e em três linhas de pesquisa:
Desenho e Avaliação de Programas Educacionais;
Esta linha trata da investigação sobre desenho e avaliação de currículos; análise de projetos pedagógicos de cursos; propostas de educação permanente e de formação continuada; e, pesquisas acerca de ensino na modalidade educação a distância.
Processo Ensino Aprendizagem nos Serviços de Saúde em Ambientes Educacionais;
Esta linha trata de uma reflexão sistematizada sobre o desenvolvimento de estratégias de articulação entre o mundo do trabalho, da aprendizagem e da sociedade, a partir do reconhecimento de avanços, fragilidades e fortalezas do atual modelo de atenção à saúde tendo como eixo central princípios do SUS e a necessidade de inovação das práticas e da formação mação em saúde. Analisa, também, a formação docente na área da saúde, métodos e estratégias de ensino em saúde e investiga propostas de intervenção no âmbito educacional no que se refere ao trato dos processos de ensino aprendizagem
Gestão do Ensino na Saúde.
Esta linha aborda as políticas nacionais de educação em saúde, com ênfase nos processos formativos em serviço, o planejamento participativo como estratégia educacional e ferramenta de gestão, o desenvolvimento de instrumentos de acompanhamento e avaliação dos programas educacionais nos espaços de saúde, técnicas de registro de memória, documentação, meios disponíveis para publicização dos conhecimentos produzidos.
Os componentes curriculares contemplam um conjunto de disciplinas e atividades para a construção de competências aos futuros mestres nos seus ambientes de prática profissional.
O curso exige o cumprimento de 64 (sessenta e quatro) créditos, equivalendo 960 horas, de acordo com a seguinte estrutura curricular: 28 créditos em disciplinas obrigatórias, 06 créditos em disciplinas opcionais mais 30 créditos equivalentes à defesa de dissertação a ser realizada no prazo de 24 meses.
As disciplinas serão fundamentalmente 6ª feiras e sábado das 08:00 às 17:00hs. Em quinzenas intercaladas, e com atividades presenciais e também à distância.
A matriz curricular de cada programa, os pré-requisitos e as exigências para obtenção do grau ou do título são estabelecidos em projeto previamente aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES e modificado ao longo do tempo, respeitando a evolução de necessidades e as alterações ocorridas nos campos de atuação.
1. Concepções, teorias e princípios da aprendizagem do adulto
Carga horária: 45 horas
Esta disciplina tem como objetivo estimular a reflexão sobre a natureza e o desenvolvimento do processo de aprendizagem por meio do estudo de diferentes concepções, teorias e princípios da aprendizagem do adulto, incluindo os fundamentos e conceitos do Construtivismo, da Psicologia Cognitiva e da Andragogia que têm maiores implicações para o processo de aprendizagem e a educação. Processos mentais serão estudados por meio da abordagem do modelo de memória baseado na Teoria do Processamento da Informação, incluindo os processos básicos envolvidos nos diferentes tipos de memória. Como os vários tipos de aprendizagem ocorrem, de que maneira eles são representados na memória, que processos cognitivos são utilizados, o que pode dar errado no processo-ensino aprendizagem são algumas das questões que serão trabalhadas. Os processos cognitivos de ordem superior, como raciocínio, tomada de decisão e resolução de problemas e as bases para a prática reflexiva complementarão os tópicos desta disciplina.
Referências:
ROBINSON, Riegler G; RIEGLER B. Cognitive Psychology: Applying the Science of the Mind. New York:Pearson Education; 2008.
WOOLFOLK, A. Educational Psychology. Pearson Education Allyn & Bacon; 2000.
SWELLER J, van Merrienboer. Cognitive Architecture and Instructional Design. Educational Psychology Review, 1998; Vol. 10 (3 ): 251-296.
LEON, Antoine. “Psicopedagogia dos adultos”. Editora Nacional, 1977.
MAMEDE, Sílvia; PENAFORTE J (Eds). Aprendizagem Baseada em Problemas: Anatomia de uma Nova Abordagem Educacional. São Paulo: Editora HUCITEC/ESP-CE, 2003.
PATRICK, J. Training: Research and Practice. London: Academic Press, 1992.
2. Metodologias ativas de ensino-aprendizagem
Carga horária: 60horas
Esta disciplina tem por foco desenvolver competência de como facilitar e reforçar o processo de ensino-aprendizagem, de modo que os resultados desse processo, incluindo os diferentes tipos de aprendizagem, sejam alcançados de maneira mais efetiva. Os participantes terão oportunidade para compreender e aplicar as principais metodologias ativas de ensino–aprendizagem que vêm sendo utilizadas na educação permanente no campo da saúde, destacando-se a aprendizagem baseada em problemas, a problematização e o método dos grupos de aperfeiçoamento da prática. O histórico, as bases teóricas, os princípios, a organização e uma avaliação crítica de cada uma dessas abordagens serão estudados. Diversos ambientes, métodos e técnicas de ensino-aprendizagem para o desenvolvimento de competências, como o trabalho cooperativo em pequenos grupos, aprendizagem no serviço, atividades com a comunidade, aulas, simulações, uso de multimeios, ferramentas de EAD serão também trabalhadas.
Referências:
BEYER, M. et al. The development of quality circles/peer review groups as a method of quality improvement in Europe. London: Family Practic, 2003.
BERBEL, N. A. N. Metodologia da problematização: experiências com questões de ensino superior, ensino médio e clínica. Londrina: EDUEL, 1998b.
BORDENAVE, J. D.; PEREIRA, A. M. Estratégias de ensino aprendizagem. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 1989.
PERELES, L., Lockyer, J. and Fidler, H. Permanent Small Groups: Group Dynamics, Learning, and Change J Contin Educ Health Prof. 2002; 22, 205-213
3. Desenho de currículo
Carga horária: 60 horas
Nesta disciplina a questão central é como organizar o currículo de um programa educacional de modo que seja mais efetivo, motivador e estimule os participantes a aprender de maneira significativa, contribuindo para o aperfeiçoamento da prática e para a transformação necessária do cotidiano de trabalho. No decorrer desta, os participantes terão a oportunidade de compreender e utilizar os princípios e teorias relacionados à elaboração de currículos e programas educacionais no contexto da saúde. A sistemática e etapas para o desenho de currículos serão trabalhadas, incluindo a elaboração da justificativa do curso ou programa, seus propósitos, os objetivos de aprendizagem, as premissas educacionais, as estratégias, métodos e técnicas de ensino-aprendizagem, a estrutura e seqüenciamento das unidades, o sistema de avaliação da aprendizagem, o sistema de gerenciamento e organização do currículo e o sistema de avaliação do programa educacional.
Referências:
PATRICK, J. Training: Research and Practice. Academic Press. London; 1992.
POSNER, GJ; RUDNITSKY, NA. Course design. A guide to curriculum development for teachers. Longman: Nova York, 1989.
_______Analyzing the curriculum. 2ª Edição. McGraw-Hill, Inc., New York, E.U.A, 1995.
MAMEDE, Sílvia; PENAFORTE J (Eds). Aprendizagem Baseada em Problemas: Anatomia de uma Nova Abordagem Educacional. São Paulo: Editora HUCITEC/ESP-CE, 2003.
4. Educação orientada e baseada na comunidade
Carga Horária: 45 horas
Nesta disciplina serão abordados temas relativos ao contexto comunitário, político e cultural como: territorialização, saúde, cultura e sociedade; noções de epidemiologia; inserção comunitária das equipes de saúde; organização e mobilização comunitária e educação popular na saúde.
O objetivo é instrumentalizar os profissionais para uma leitura mais apurada do território e dos determinantes/condicionantes do processo saúde-doença, bem como para a criação e/ou fortalecimento dos vínculos com a comunidade facilitando intervenções necessárias à promoção, prevenção e reabilitação da saúde, especialmente, por meio do desenho de currículos voltados para as demandas do território, da pesquisa e do ensino com base na educação popular.
Referências:
AYRES, José Ricardo. Sobre o risco: para compreender a epidemiologia. São Paulo: HUCITEC, 1997.
FALCÃO, E.F. Vivências em Comunidade: outras formas de ensino. João Pessoa: Editora Universitária, 2006.
FREIRE, Paulo. Educação e mudança. São Paulo: Paz e Terra, 1994.
GOHN, Maria da Glória. Educação não-formal e cultura política. São Paulo: Cortez, 2002 .
MENDES, Eugênio Vilaça (Org). A organização da saúde no nível local. São Paulo: Editora HUCITEC, 2005.
ROUQUAYROL, Maria Zélia. Epidemiologia & saúde. Rio de Janeiro: Editora MEDSI, 2000.
SPINK, Mary Jane. Psicologia Social e Saúde: Práticas, saberes e sentidos. Petrópolis: Editora Vozes, 2007.
5. Avaliação da aprendizagem
Carga Horária: 60 horas
O foco desta disciplina é o estudo da avaliação da aprendizagem. Serão abordados inicialmente os conceitos básicos relacionados à avaliação, incluindo a definição de avaliação, tipos (avaliação de situação, diagnóstica, formativa e certificativa), o que avaliar (conhecimentos, habilidades, atitudes, competências, desempenho profissional), métodos e instrumentos de avaliação e os critérios de qualidade do sistema, métodos e instrumentos de avaliação, como Confiabilidade, Validade, Impacto Educacional, Aceitabilidade e Custo. Será também estimulada a reflexão sobre a relação entre avaliação e aprendizagem. O modelo de competência proposto por Miller (1990) será utilizado para adequação da escolha dos métodos e instrumentos de avaliação e os objetivos de aprendizagem, de acordo com seu tipo (cognitvo, de habilidade ou atitudinal).
Referências:
MAMEDE, Sílvia; PENAFORTE J (Eds). Aprendizagem Baseada em Problemas: Anatomia de uma Nova Abordagem Educacional. Editora HUCITEC/ESP-CE.
VAN DER VLEUTEN, C. Validity of final examinations in undergraduate medical Training. BMJ 2000;321;1217-1219.
________. Assessing professional competence: from methods to programmes. Medical Education 2005; 39: 309–317.
SMEE, S. ABC of learning and teaching in medicine: Skill based assessment. BMJ 2003;326;703-706.
NORCINI, JJ. Current perspectives in assessment: the assessment of performance at work. Medical Education 2005; 39: 880–889.
6.Gestão de programas educacionais
Carga Horária: 45 horas
Esta disciplina objetiva promover a compreensão das diretrizes, normas e orientações emanadas da legislação da educação nacional e local, com ênfase nos processos formativos nos serviços de saúde; a compreensão da evolução das políticas nacionais de saúde e os princípios e diretrizes do SUS; fomentar a utilização de estratégias de organização e uso pedagógico do espaço dos serviços; a utilização de ferramentas do planejamento participativo para a construção e desenvolvimento dos programas educacionais; aplicação de instrumentos de monitoramento; registro da memória e documentação dos programas e a utilização dos meios disponíveis para publicização dos conhecimentos produzidos.
Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. LEI N. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Dispõe sobre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, Ministério da Educação: 1996.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 1.996, de 20 de agosto de 2007. Dispõe sobre a Política Nacional de Educação Permanente na Saúde. Brasília, Ministério da Saúde: 2007.
______.Ministério da Saúde. Lei 8080 de 19 de Setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para promoção, proteção e recuperação a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e da outras providências. Brasília, Ministério da Saúde: 1990.
______. Ministério da Saúde. Lei 8142 de 28 de dezembro de 1990. Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do SUS e sobre as transferências intergovernamentais de recursos. Brasília, Ministério da Saúde: 1990.
CAMPOS, Gastão Wagner de Sousa. Método para análise e co-gestão de coletivos. São Paulo, Editora HUCITEC, 2008.
________. A Reforma da reforma: repensando a saúde. São Paulo, Editora HUCITEC, 2001.
GANDIN, Danilo. Planejamento como prática educativa. São Paulo, Editora Edições
Loyola. 2000.
GIANNASI-KAIMEN, Maria Júlia e CARELLI, Ana Esmeralda (org). Recursos informacionais para compartilhamento das informações. Redesenhando acesso, disponibilidade e uso. São Paulo, Editora E-Papers, 2007.
7. Avaliação de programas educacionais
Carga horária: 45 horas
Esta disciplina tem como objetivos construir uma cultura avaliativa dos programas educacionais desenvolvidos nos serviços de saúde, fomentando a reflexão acerca das relações existentes entre a coerência das propostas teóricas das formações e as suas efetivas implementações e resultados. Busca, essencialmente, a garantia da qualidade das propostas de formação e experimentação educacional através da averiguação da eficácia e o impacto social e educativo das mesmas, bem como o aperfeiçoamento e padronização dos instrumentos de avaliação.
Referências:
GOLDEMBERG, M. A.A; SOUSA, C. P (org). Avaliação de programas educacionais: vissicitudes, controvérsias e desafios. São Paulo: Editora EPU, 2000.
PERRENOUD, Phillipe. Avaliação-entre duas lógicas: da excelência à regulação das aprendizagens.Porto Alegre: ArtMed, 2004.
SACRISTÁN, J. Gimeno. O Currículo: uma reflexão sobre a prática.Porto Alegre: ArtMed, 1999.
GADOTTI, Moacir. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: ArtMed, 2000.
8. Desenvolvimento pessoal e profissional
Carga Horária: 60 horas
Esta disciplina se propõe a discutir o processo de desenvolvimento humano, a partir das perspectivas construtivista e sócio-interacionista, e sua relação com o processo de aprendizagem e desenvolvimento profissional. Dessa forma, o foco será a análise do desenvolvimento humano na inter-relação de suas dimensões biológica, sociocultural, afetiva e cognitiva com o processo educativo que se estende ao longo da vida.
Referências:
COLL, César; PALACIOS, Jesus; MARCHESI, Álvaro. Desenvolvimento psicológico e Educação. Porto Alegre: ARTMED, 2004.
LA TAILLE; OLIVEIRA, M.K; DANTAS, H. Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. 13.ed. São Paulo: Summus, 2003.
VIGOTSKII, L.S.; LURIA, A.R., LEONTIEV. Linguagem, Desenvolvimento e Aprendizagem, 7.ed. São Paulo: Icone, 2001.
VYGOTSKI. Liév Siemenoch. A formação Social da Mente. Rio de janeiro: Martins Fontes, 2003.
9. Tecnologias da Informação e Comunicação aplicadas ao Ensino na Saúde
Carga Horária: 45 horas
Esta disciplina se propõe a informar e capacitar os profissionais em ensino em saúde numa perspectiva interdisciplinar e multiprofissional a acompanhar e interagir criticamente com os novos ambientes de informação em saúde superando o tradicional ensino enciclopédico, por meio da aquisição de competências em TICIs que favoreçam a consolidação de currículos mais flexíveis favorecedores de interatividade, a inovação e inclusão de novas comunidades de saberes.
Referências:
ARAÚJO, Júlio César. (Org). Internet e ensino: novos gêneros, outros desafios. Rio de Janeiro: Lucerna, 2007.
ADORNO, Theodor W. Educação e Emancipação. (trad. Wolfgrang Leo Maar). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.
ALAVA, Séraphin. Ciberespaço e formações abertas: rumo a novas práticas educacionais? (trad. Fátima Murad). Porto Alegre: ArtMed, 20002.
BATISTA, N.A. O currículo do curso médico: um processo social. Fatos e Relatos: o ensino da EPM. São Paulo, v.2, n.2, p.29-34, junho/1995.
STRUCHINER, M., REZENDE, F., RICCIARDI, R.M. & CARVALHO, M.A. Elementos Fundamentais para o Desenvolvimento de ambientes Construtivistas de Aprendizagem a Distância. Tecnologia Educacional, v.26, n.142, p.3-11, 1998
FREIRE, Paulo, Pedagogia da Autonomia – Saberes necessários ‘a prática educativa. São Paulo, Brasil: Paz e Terra (Colecção Leitura), 1997
KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e Ensino Presencial e a Distância. Campinas: Papirus, 2003.
LÉVY, Pierre. A Inteligência Coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. (trad. Luiz Paulo Rouanet). São Paulo: Loyola, 1998.
LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: O futuro do pensamento na era da informática. (Trad. Carlos Irineu da Costa). 3a ed. Rio de Janeiro: Editora 34, 1996.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999. (Trad. Carlos Irineu da Costa).
KOMMERS, P.A., GRABINGER, S. & DUNLAP, J.C. Hypermedia Learning Environments: instructional design and integration. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum, 1996.
10. Metodologia da pesquisa cientifica
Carga Horária: 45 horas
Esta disciplina se propõe a fazer uma análise reflexiva da incorporação do conhecimento. Serão também trabalhados elementos definidores na elaboração de um projeto de pesquisa, as etapas do processo de investigação científica. Abordagem de pesquisas qualitativas e quantitativas em saúde e educação, bem como a produção e aplicação do conhecimento.
Referências:
LEOPARDI, M.T. Metodologia da Pesquisa na Saúde. Santa Maria:Pallotti, 2001. Cap. 7, p.187-209.
HENRIQUES & SIMÕES (orgs.) A redação de Trabalhos Acadêmicos. Teoria e Prática -4ª ed.- Rio de Janeiro: EdUERJ, 2008.)
KOCH, Ingedore Villaça. O texto e a Construção dos Sentidos. 9ªed. São Paulo: Contexto, 2007.
MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 10 ed. São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro- RJ. 2007.
________, ( org.) Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis RJ. : Vozes, 1994.
MUNARI, D.B.; ESPERIDIÃO, E.; MEDEIROS, M. A utilização do grupo como técnica de pesquisa. Anais. 11° Seminário Nacional de Pesquisa em Enfermagem. SENPE. Belém, maio de 2001.
POPPER, K. A lógica da pesquisa científica. Editora GARCIA, Othon, M. Comunicação em prosa moderna. 21ª ed. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 2002.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 21.ed. São Paulo:Cortez, 2000
THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. 11 ed. São Paulo: Cortez, 2002. 107p.
TRIVINOS, A . N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.
TURATO, E. R. Tratado da metodologia da pesquisa clínico-qualitativa: construção teórico-epistemológica, discussão comparada e aplicação nas áreas da saúde e humanas. 2. ed. Petrópolis-RJ: Vozes, 2003.
POLIT, D. F.; BECK, C. T;HUNGLER, B. P. Fundamentos de pesquisa em enfermagem: métodos, avaliação e utilização. 5ª ed. – Porto Alegre: Artmed. 2004.
POPE, C.; MAYS N. Pesquisa qualitativa na atenção a saúde. 3ª Ed. Porto Alegre: Artmed,2009.
11. Cromologia: cores e arte no contexto da saúde
Carga Horária: 30 horas
Disciplina optativa teórico-prática, que visa o entendimento da cor ao longo da história geral, com especial ênfase em sua relação com as Artes. O estudo será abordado a partir de uma perspectiva multidisciplinar, tanto em seus aspectos físicos, fisiológicos, culturais, quanto artísticos. Desenvolverá o estudo dos principais modelos cromáticos e suas percepções e interpretações, atendendo a usos e costumes em diversos âmbitos simbólicos, com especial destaque dos que o aluno ou aluna possa aportar. Exercícios práticos com cores, assim como trabalhos de desenvolvimento das potencialidades criativas e de inovação, tanto desde o plano individual, como em grupo.
Referências:
AKIKO, Santos; SOMMERMAN, Américo. (Org.). Complexidade e transdisciplinaridade. Porto Alegre: Sulina,
2009.
ALBERTS, Josef. A interação da cor. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.
AUSTIN, J. L. Sentido e Percepção. 2a ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
BALL, Philip. La invención del color. Madrid: Turner Publicaciones S.L., 2003.
BARROS, Lilian Ried Miller. A cor no processo criativo: Um estudo sobre a Bauhaus e a teoria de Goethe. 2a
ed. São Paulo: Editora Senac, 2008.
BATCHELOR, David. Cromofobia. Madrid: Editorial Síntesis, S.A.
BRUSATIN, Manilo. Historia de los colores. Barcelona: Ediciones Paidós Ibérica S.A., 2006.
COHEN, Jonathan; MATTHEN, Mohan (editors). Color Ontology and Color Science. Cambridge
(Massachusetts): The MIT Press, 2010.
CRICK, Francis. A hipótese espantosa. Lisboa: Instituto Piaget: 1990.
CUASANTE, José María G. El color de la pintura. Madrid: Ediciones Tursen S.A., 2008.
FARINA, Modesto. Psicodinâmica das cores em comunicação. 2a ed. São Paulo: Editora Edgard Blücher, 1990.
FINEMAN, Mark. The Nature of Visual Illusion. Mineola (N.Y.): Oxford University Press, 1996.
FRASER, Tom; BANKS, Adam. O guia completo da cor: Livro essencial para a consciência das cores. 2a ed.
São Paulo: Editora Senac, 2007.
GAGE, John. A Cor na Arte. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2012.
GAGE, John. Colour and Meaning: Art, Science and Symbolism. London: Thames & Hudson Ltd., 2013.
GIERE, Ronald N. Scientific Perspectivism. Chicago: The Universty of Chicago Press, 2006.
12 – Desenvolvimento da Escrita Acadêmica
Carga Horária: 30 horas
Esta disciplina está desenhada para auxiliar o aluno a escrever textos acadêmicos: aumentando a familiaridade com a escrita cientifica considerada de qualidade para aceitação e divulgação de resultados de pesquisa cientifica nos principais periódicos nacionais e internacionais. A escrita acadêmica. Elementos de estilo da escrita acadêmica. Gêneros textuais acadêmicos. Dissertação. Resumo. Resenha. Artigo cientifico. Revisão de textos acadêmicos. Escrita de textos acadêmicos.
Referências:
BELCHER, Wendy Laura. Writing your journal article in twelve weeks: a guide to academic publishing success. London: Sage, 2009.
BOOTH, W.C.; COLOMB, G.G.; WILLIAMS, J.M. The craft of research. 3ª ed. Chicago: The university of Chicago Press, 2008.
DA SILVA, Adriana. Metadiscurso na perspectiva de Hyland: definições, modelos de categorização e possíveis contribuições. Letras, n. 54, p. 41, 2017.
GOLDBORT, Robert. Avoiding verbiage in scientific writing. Journal of Environmental Health, v. 55, n. 7, p. 39-41, 1993.
HARTLEY, James. New ways of making academic articles easier to read. Int J Clin Health Psychol, vol. 12. Nº 1, 2012.
MACHADO, Anna Raquel; LOUSADA, Eliane; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Resumo. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.
MEDEIROS, João B.; TOMASI, Carolina M. Redação de artigos científicos: métodos de realização, seleção de periódicos, publicação. São Paulo: Atlas, 2017.
MEDEIROS, João B. Redação cientifica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2004.
ZIMMERMAN, Muriel. The use of repetition in technical communication. IEEE Transactions on Professional Communication, n. 1, p. 9-10, 1983.
13. Estudos Orientados
Acompanhamento das atividades acadêmicas dos alunos. Desenvolvimento de projetos:
sumário, objetivos, métodos e técnicas de coleta e análise de dados. Apresentação dos
trabalhos em desenvolvimento pelos alunos e problematização das decisões metodológicas. Desenvolvimento de habilidades de sistematização da produção do conhecimento; Proporcionar espaço de reflexão crítica na apreciação dos projetos de pesquisa ou Intervenção entre os discentes e docentes.
Referências:
TOMASI, N. G. S.; YAMAMOTO, R. M. Metodologia da pesquisa em saúde:
Fundamentos essenciais. Curitiba: As autoras, 1999.
VICTORA, C. G.; KNAUTH, D. R.; HASSEN, M. A. Pesquisa Qualitativa em Saúde: Uma
introdução ao tema. Porto Alegre: Tomo Editorial, 2000.
Volpato GL (2007a) Bases Teóricas para Redação Científica. 1ª. Ed. São Paulo, SP. Cultura
Acadêmica. Vinhedo, SP. Scripta Editora.
BASTOS, L. R. et al. Manual para Elaboração de Projetos e Relatórios de Pesquisas,
Teses, Dissertações e Monografias. 6. ed. Rio de Janeiro: LCT, 2004.
Lakatos,EM; Marconi,M. A.- Fundamentos de Metodologia Científica – 8ª Ed. Atlas,
2017
Malta M, Cardoso LO, Bastos FI, Magnanini MMF, Silva CMFP da. Iniciativa STROBE:
subsídios para a comunicação de estudos observacionais. Rev Saúde Pública [Internet].
2010Jun;44(Rev. Saúde Pública, 2010 44(3)):559–65. Available from:
https://doi.org/10.1590/S0034-89102010000300021
MEDRONHO, R.A. et al. Epidemiologia. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2008. 790p.
MINAYO, M. C. S. O Desafio do conhecimento. 8. ed. São Paulo: Hucitec, 2004.
SIEGEL S.; Castellan Jr. J.; Estatística Não Paramétrica (para as ciências do
comportamento). 2. ed. São Paulo: Artmed, 2006. 350p.