Programa Integração Uece participa de oficina sobre ECA Digital

29 de maio de 2026 - 11:40

 

O avanço das tecnologias no ambiente escolar exige novos compromissos com a segurança e os direitos dos estudantes. Com foco nessa premissa, a equipe do Programa Integração Uece participou, nesta quinta-feira, 28 de maio, da oficina pedagógica “ECA Digital: o que o professor precisa saber?”. O evento, promovido pela Secretaria Municipal da Educação (SME) de Fortaleza, ocorreu na Academia do Professor Darcy Ribeiro (APROF) e aprofundou as diretrizes do novo Estatuto da Criança e do Adolescente voltado para o ecossistema virtual. A imersão abordou questões urgentes sobre o papel da escola e do professor na proteção dos alunos, os limites legais no uso de imagem e voz, e a promoção da cidadania digital.

A capacitação foi ministrada por Geny Lúcia Salgueiro Segundo, pedagoga, mestre em Ciências da Educação e Tecnologias Digitais e supervisora escolar da rede municipal. “A oficina foi planejada a partir das demandas das próprias escolas diante da promulgação da nova lei. É fundamental que todas as instituições de ensino se engajem na construção de ambientes digitais saudáveis e seguros. Por isso, considero muito importante a iniciativa da coordenação do Integração Uece em participar e contribuir com essa discussão, focando na proteção das infâncias”, explicou a palestrante.

Tecnologia com responsabilidade: O novo aplicativo do Integração Uece

Compreender profundamente o ECA Digital tornou-se um passo indispensável para as inovações tecnológicas desenvolvidas pelo programa. O principal exemplo prático dessa adequação é o aplicativo oficial do Integração Uece, que será lançado no mês de junho. A plataforma ganha destaque por ser construída com uma arquitetura que não apenas moderniza a gestão, mas prioriza de forma rigorosa a privacidade, a ética e a segurança dos dados.


“Nós entendemos que a verdadeira inovação tecnológica educacional não existe sem segurança. O aplicativo que estamos desenvolvendo para o Integração Uece exige que toda a equipe domine o ECA Digital, pois nosso objetivo é impulsionar a transformação digital no Programa, garantindo, de forma inegociável, os direitos dos nossos estudantes. Como grande parte das funcionalidades conecta as famílias e a universidade, precisamos dessa reflexão constante para assegurar, acima de tudo, o bem-estar dos jovens no ambiente virtual”, resume Michel Chaves, assessor de comunicação do Programa Integração Uece e programador responsável pelo aplicativo.

O olhar psicossocial e a prevenção cotidiana

Para além da infraestrutura tecnológica, as regras do ECA Digital impactam diretamente a rotina escolar, a saúde mental e o bem-estar dos alunos. Márcia Kelma, coordenadora do núcleo psicossocial do Integração Uece, ressalta que a adequação a essa nova realidade exige o envolvimento de toda a rede de apoio, incluindo monitores e famílias.

“O curso nos mobiliza a pensar a proteção das crianças e adolescentes nos ecossistemas digitais, evidenciando que a educação digital também é responsabilidade da escola. Como trabalhamos diariamente com as problemáticas de violência, precisamos ficar atentos à prevenção e ao enfrentamento desses fenômenos nos meios digitais, a exemplo do cyberbullying, aliciamento, exposição íntima sem consentimento e abuso sexual”, alerta a coordenadora.

Márcia reforça ainda que a teoria deve se transformar em regras claras no cotidiano das unidades. “Todos os atores do programa devem receber formação sobre o novo ECA Digital. Nossos gestores precisam rever as ferramentas de divulgação e a utilização de imagens dos estudantes, facilitando a construção coletiva de um regimento interno. Um trabalho de educação digital com as famílias e a pactuação dessas normas se faz estritamente necessário”, conclui.

Ao integrar as orientações jurídicas e pedagógicas da nova legislação à inovação de seu aplicativo e ao acolhimento de seu núcleo psicossocial, o Integração Uece consolida seu compromisso com uma educação não apenas transformadora, mas integralmente segura.