Estudantes da Uece organizam ação contra o Aedes aegypti no campus Itaperi

8 de abril de 2026 - 10:46

 

Estudantes do curso de Medicina Veterinária e de Medicina da Universidade Estadual do Ceará (Uece) realizarão, na próxima sexta-feira (10), no campus Itaperi, uma ação educativa contra o mosquito Aedes aegypti. Durante a ação, os estudantes da Uece vão identificar focos ativos (larvas e pupas), farão coleta de amostras de água e farão a exposição do material para a comunidade acadêmica, informando sobre a importância do combate a esse mosquito, tanto no campus universitário quanto em casa.

Química Verde: Uece recebe patente pela invenção de larvicida natural  contra Aedes aegypti e Aedes albopictus - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁCoordenada pela professora da Faculdade de Veterinária (Favet), Verônica Campello, em parceria com o biólogo e professor do curso de Medicina, Eddie Santana, a iniciativa contará com a participação de agentes de endemias da Célula de Vigilância Ambiental e de Riscos Biológicos (CEVAM-NUCEN), vinculado à Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS-PMF) e da CEVAM-NUCEN/SMS-PMF e do DTE IV.

De acordo com a professora Verônica Campello, o mosquito Aedes aegypti, desde o começo do século XX, é considerado um grande problema de Saúde Pública. Além do seu papel como transmissor da febre amarela urbana, ele é o vetor primário dos vírus da dengue, Zika e Chikungunya. A febre amarela tem vacina, mas as arboviroses (dengue, Zika e Chikungunya) têm como principal meio de prevenção o controle vetorial (integração de diferentes estratégias de controle compatíveis e eficazes, considerando as tecnologias disponíveis e as características regionais, como métodos para tentar reduzir a infestação dos mosquitos e a incidência das doenças transmitidas por eles).

Segundo a docente, no cenário da prevenção, o médico veterinário pode coordenar equipes e atuar nos programas de controle desse mosquito nos âmbitos federal, estadual e municipal. Em parceria com os biológos, o veterinário tem papel na identificação biológica das formas, no monitoramento do mosquito, no planejamento, assim como nas orientações e estratégias de controle. Ambos podem também fazer pesquisas visando o controle populacional desse inseto, bem como desenvolver estratégias de interrupção da transmissão das doenças veiculadas por ele.

O armazenamento de água em diferentes tipos de recipientes favorecem a formação de criadouros do mosquito, o que aumenta a densidade vetorial e a dispersão deles, o que gera mais exposição da população a esse vetor e, consequentemente, mais chances de adoecerem das viroses veiculadas por ele.