Debate sobre Educação Inclusiva e Neurodivergências é promovido para polos EaD da Uece

12 de fevereiro de 2026 - 10:29

 

Nos dias 23 e 24 de janeiro, o curso de Licenciatura em Física da Universidade Estadual do Ceará (Uece) realizou a palestra e mesa-redonda “Educação Inclusiva em Tempos de Neurodivergências”, de forma online. A atividade contemplou estudantes dos polos de Amontada, Brejo Santo, Canindé e Maracanaú.

A proposta do evento surgiu da necessidade urgente de refletir sobre os caminhos da educação inclusiva diante das múltiplas formas de neurodivergências que se manifestam nas escolas e universidades. Mais do que uma abordagem teórica, o encontro promoveu uma conversa conectada à realidade cotidiana, discutindo como a diversidade neurológica desafia e, ao mesmo tempo, enriquece os processos de ensino e aprendizagem.

O momento constituiu-se como um espaço de reflexão e diálogo sobre os desafios e as possibilidades da educação inclusiva, reunindo especialistas, educadores, gestores, estudantes e familiares. Foram debatidas práticas pedagógicas, políticas públicas e experiências voltadas à construção de ambientes escolares mais equitativos e acolhedores. A iniciativa também destacou a importância de reconhecer e valorizar diferentes formas de aprendizagem, ampliando a compreensão sobre como a diversidade neurológica pode fortalecer os processos educativos, estimular a troca de saberes, consolidar redes de apoio e inspirar ações que promovam a participação plena de todos os sujeitos no espaço escolar.

O evento foi idealizado e coordenado pelo professor Alexsandre Fernandes Ribeiro, com autorização e incentivo da coordenadora do curso, professora Ana Carolina Costa Pereira. A mesa-redonda contou com o apoio, direcionamento e colaboração das professoras Márcia Kelma de Alencar Abreu, Suzana de Alencar Cavalcante e Tatiana Maria Ribeiro Silva.

A palestra foi conduzida pela psicóloga Camila Costa Soares, professora formadora vinculada ao curso de Geografia EaD/UAB/Uece, mãe atípica de duas filhas e com vasta experiência na temática. Durante sua exposição, a palestrante destacou a importância de compreender as especificidades de cada estudante, reforçando que a inclusão passa, antes de tudo, pelo reconhecimento da singularidade e pela construção de práticas pedagógicas sensíveis às diferenças.

Após o evento, diversos estudantes compartilharam avaliações positivas sobre a iniciativa. Para Maria Clara Irineu Rodrigues, do polo de Amontada, “foi tudo muito bom. Vimos várias formas de aprendizado, de desenvolvimento e ações de como lidar e agir em determinados momentos cruciais. Além disso, foi muito interativa e bem proveitosa”.

O estudante Maycon Douglas Sousa Freitas, também do polo de Amontada, ressaltou a aplicabilidade do conteúdo: “Achei riquíssima de informações cruciais para o dia a dia do professor. Vai facilitar muito a nossa vida. Me ajudou a entender melhor como devo agir em determinadas situações do cotidiano escolar”.

Já Francisco Adryan Nunes Lima e Davi Alysson da Rocha destacaram o impacto do conhecimento adquirido: “Foi bastante impressionante. Foi muito rica em conhecimento, gostei muito”.