É preciso plantar para poder colher

11 de julho de 2017 - 22:42

Assim como é ensinado no curso de Agricultor Orgânico do Pronatec/Funece, para ter a certeza de uma boa colheita, é necessário antes plantar. A época do plantio muitas vezes é pesada e difícil, mas o resultado brota a partir da perseverança.

Com o curso de Agricultor Orgânico realizado em Pentecoste, muitos alunos plantaram, e agora, com o encerramento dessa fase, concretizado no último dia 5 de julho, chegou a hora de colher os frutos do conhecimento.

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Antônia Francisca Ribeiro Lopes, de 49 anos, é o exemplo de que, com força de vontade e com o desejo de saber, todas as dificuldades podem ser superadas para que a tão sonhada vitória seja alcançada.

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Toinha, como é chamada pelos mais próximos, é agricultora familiar na comunidade de Cruz do Matias, no município de Pentecoste. Ela possui apenas o Ensino Fundamental, pois, quando jovem, não teve a oportunidade de concluir os estudos. Por valorizar isso não permitiu que o mesmo acontecesse com seus dois filhos, que hoje possuem o certificado de Ensino Médio.

Toinha viu no Pronatec a oportunidade que lhe faltou na juventude: a de estudar. Foram meses conciliando trabalho e estudo, envolvendo a dificuldade da “distância”. Para chegar ao local de realização das aulas, a estudante enfrentava diariamente 40 km para ir e vir. Era um trajeto com estradas ruins e com o riacho Parnaíba no caminho que, por diversas vezes, agravava seu problema.

A aluna contava com o apoio do marido, José Eládio Lopes, que a levava de moto, contudo, foi um período em que as chuvas não contribuíram para facilitar seu caminho. Além de chegar à aula molhada da chuva, ficava ainda mais encharcada porque, com o riacho cheio, seu esposo não poderia atravessá-lo, fato que a obrigava a seguir o percurso a pé e sozinha.

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Sua sorte, por vezes, era a de contar com o seu coordenador, Gleidivaldo Rocha, que dividia com José Eládio os quilômetros que Toinha tinha que enfrentar.

Mesmo diante desses e de outros impedimentos, Antônia Francisca não desistiu. Sim, em alguns momentos ela pensou na possibilidade, pois os obstáculos eram tão frequentes, que nem mesmo essa estudante ficou livre de tal ideia. Mas seu desejo de concluir o que começou falou mais alto.

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“Hoje tenho a sensação de dever cumprido! Quando começo algo não quero desistir. Com o que aprendi no curso, já fiz meu plantio de mamão, já sei como se cultiva pimentão, tomate, e muitas outras coisas que vão melhorar a minha vida!”, comemora a concludente.

Assim como Antônia, muitos outros estudantes do Pronatec veem ali uma oportunidade de adquirir conhecimentos capazes de fazer a diferença não apenas em seu trabalho, mas também em suas vidas. A concretização de um curso, por vezes, significa a vitória de batalhas, que são como frutos colhidos, sob a condição de antes terem suas sementes plantadas.