Conheça o Programa
9 de outubro de 2006 - 08:33
HISTÓRICO DO PROGRAMA
(Texto elaborado por Iúta Lerche Vieira)
O Curso de Mestrado Acadêmico em Lingüística Aplicada (CMLA) foi criado em 1998, tendo como origem o primeiro Mestrado em Letras da UECE, com área de concentração em Língua Inglesa e Língua Francesa. Este antigo programa ainda não se pautava pelos novos critérios que a CAPES começava a impor para a criação e continuidade dos novos programas de pós-graduação stricto sensu. Contava, então, com 6 linhas de pesquisa, também elas entendidas de forma diferente dos critérios atuais: Descrição lingüística, Estudos comparativos, Lingüística Aplicada ao ensino de língua estrangeira, Análise do discurso, Análise do texto literário e Tradução.
Com o apoio institucional da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da UECE na gestão do Dr. José Jackson Sampaio Coelho, tendo como Reitor o Dr. Manassés Claudino Fonteles, foi desativado o programa anterior e iniciada uma longa travessia, até se conseguir conciliar interesses compartimentalizados da área de Letras e adotar a visão integrada da Lingüística Aplicada, esta que seria a base unificadora do programa nascente do CMLA. Merece destaque a atuação do mediador deste processo, o Prof. Pedro Henrique Lima Praxedes Filho que coordenou a Comissão de Reestruturação (portaria no. 473/97) integrada pelos professores Antonio Luciano Pontes, José Pinheiro de Souza, Lena Lúcia Espíndola R. Figueiredo e James Simpson. À época, Pedro Praxedes sacrificou sua própria titulação, para empreender esta difícil tarefa, que congregou não apenas a fundamentação e projeção exigidas pela CAPES, mas gerenciar o lado humano e o contexto regional e particular em jogo nesse processo de renovação acadêmica que conflitava com uma visão ainda pouco científica de pesquisa e da formação de pesquisadores.
O projeto do CMLA foi aprovado no âmbito da UECE em 30/12/1997, através da Resolução no. 2026/97 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. Em agosto de 1998 foi enviado à CAPES, onde seria depois oficialmente aprovado.
De lá, para cá (2007), o Programa (9 turmas, 57 dissertações defendidas) vem se fortalecendo, tornando-se referência para a qualificação de profissionais do ensino de línguas do Norte e Nordeste. Muitos egressos do CMLA lecionam em Universidades, Faculdades e no Ensino Médio. A própria UECE já se beneficia desta renovação, tendo em seu quadro permanente professores que obtiveram a titulação de Mestre no CMLA, fizeram concurso e hoje trabalham na Graduação; além de propiciar formação, titulação e envolvimento com pesquisa a professores até então habituados a atuar apenas no ensino. Destes, alguns aproveitaram o Programa de Qualificação Institucional (PQI/CAPES) – no Doutorado Interinstitucional Universidade Estadual do Ceará com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A intensa atividade de Iniciação Científica desenvolvida no CMLA, com apoio institucional dos Programas PIBIC-CNPq, FUNCAP e IC-UECE, é outro incentivo à formação de futuros pesquisadores. Assim, ex-bolsistas de IC ligados a pesquisadores do CMLA têm se destacado em seleções de Mestrado dentro e fora do estado, da UECE e UFC, à UNICAMP, sem esquecer que esses alunos apresentam um desempenho diferenciado no trabalho de final de curso e interesse em submeterem-se à seleção de Mestrado, tão logo se graduam.
Academicamente, o Programa vem aprendendo a gerenciar seus desafios, entre os quais solucionar os rumos da Área de Concentração e integração com as linhas de pesquisa, refletido na busca de nomes adequados e que sinalizem melhor essa dinâmica. Uma questão que se coloca aí é a manutenção do foco exclusivo em línguas estrangeiras com a crítica à interface entre estudos em LE (língua estrangeira) e LM (língua materna), num programa de Lingüística Aplicada, onde tantas outras línguas e literaturas têm espaço e onde parcela significativa do corpo docente, responsável por grande parte de sua produção bibliográfica, desenvolve pesquisas que não excluem a língua materna, ainda que em termos comparativos ou como meio de elucidar problemas de LE; sem mencionar a eventual inclusão dos demais professores, conforme a natureza das pesquisas em curso e também o potencial dos pesquisadores recém-titulados da instituição que tendem a se integrar ao Programa.
A própria configuração da vida globalizada e em rede tende a afrouxar fronteiras lingüísticas, estimular a interdisciplinariedade e a colaboração, exigindo letramentos múltiplos e simultâneos, ao invés de enfatizar diferenças. Nesse percurso do mundo em papel ao digital, já se postula, e é possível, que as teorias de linguagem que sustentaram o letramento convencional e o fazer lingüístico antes da transformação da tecnologia da escrita venham a ser revistas.
Isto posto, compreende-se melhor agora o fio condutor das mudanças que o corpo docente do CMLA enfrentou nesses quase 10 anos de atividades, perseguindo sempre um bom desempenho científico ao lado dos Programas de Pós-Graduação sérios do país. A seguir, o histórico dessas modificações.
SITUAÇÃO ATUAL (DE 2006 EM DIANTE)
Área de concentração: ESTUDOS DA LINGUAGEM
Obs: De 2006 até fevereiro de 2007 a Área de Concentração do CMLA denominou-se “Estudos em Língua Estrangeira”.
Linhas de Pesquisa:
Linha 1 – Leitura e Escrita em L2/LE
Investigações sobre leitura e escrita em diferentes contextos sociais de uso, línguas e suportes. Análise de propriedades e aspectos da compreensão e produção do texto manuscrito e/ou do hipertexto, abordados quer como produto, como processo, ou como interação. Estratégias para ler/redigir na ótica do aprendiz e/ou do leitor/redator proficientes. Ensino-aprendizagem da leitura e da redação no papel ou na tela do computador. Políticas da linguagem escrita, propósitos, práticas e questões discursivas. Relações entre tecnologia da informação/comunicação e novas formas de letramento. Gêneros impressos e gêneros digitais.
Linha 2 – Desenvolvimento e Ensino de L2/LE
Pesquisas sobre desenvolvimento de L2-LE em contextos naturais e induzidos nas perspectivas cognitiva, lingüística, sociolingüística, funcionalista/pragmática e sociocultural. Análise de abordagens, recursos e estratégias de ensino de L2-LE. Professor: formação, crenças e condições de vida e de trabalho. Aluno: expectativas, crenças, estilos de aprendizagem e realidade. Currículo: experiências em andamento e inovações. Avaliação: escolar e institucional. Sala de Aula: relações de ensino/aprendizagem e estratégias inovadoras. Materiais instrucionais: produção e análise. Políticas de ensino de L2-LE.
Linha 3 – Tradução, Lexicologia e Processamento da Linguagem
Estudo do léxico, especializado e/ou metafórico, e da tradução por meio de análise de modelos teóricos e de investigações empírico-experimentais. Estudo dos processos de geração de metáforas e dos processos de recriação intra e inter-lingüística sob a perspectiva da recepção e contextualização da tarefa tradutória. Indagações sobre os aspectos cognitivos e/ou discursivos, bem como o papel da lexicologia, envolvidos na tarefa tradutória, na compreensão/produção da linguagem, em suas várias formas de apresentação, e nos gêneros textuais.
FASES DOPROGRAMA
Retrospectiva das Áreas de Concentração e Linhas de Pesquisa
1998 a 1999
Área de concentração: ENSINO/APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS
Linhas de Pesquisa:
Habilidades Orais em LE; Leitura e Escrita em LE ; Tradução
Obs: À época do projeto inicial ainda não havia na CAPES a prática de apresentar ementas para as Linhas de Pesquisa.
2000 a 2001
Área de Concentração: TRADUÇÃO E ENSINO/APRENDIZAGEM DE L2/LE
Linha 1 – Compreensão e produção escrita (LE/Interfaces LE com LM)
Investigação de processos ou de produtos envolvidos nas atividades de ler ou de redigir, focalizando sua dinâmica e domínio pelo aprendiz ou leitor/redator proficientes. Análise de condições de recepção/produção de textos manuscritos ou eletrônicos, bem como de aspectos interacionais ou relativos ao uso de novas tecnologias da informação. Implicações desses diferentes elementos na problemática da leitura e da escrita em língua estrangeira e/ou em suas interfaces com o letramento em língua materna.
Linha 2 – Contextos educacionais e estratégias de ensino/aprendizagem de LE.
Análise de abordagens, recursos e estratégias de ensino-aprendizagem de LE. Professor: formação, condições de vida e de trabalho. Aluno: expectativas e realidade. Currículo: experiências em andamento e inovações. Avaliação: escolar e institucional. Sala de Aula: relações de ensino-aprendizagem e estratégias inovadoras. Materiais Instrucionais: produção e análise. Enfoques teóricos e metodológicos no ensino de LE.
Linha 3 – Tradução e terminologia bilíngüe
Obs: Vigoraram 2 versões no período
Reflexão sobre a tradução através do estudo das principais teorias, das aplicações em pesquisa e da prática tradutória de diferentes tipos de textos. Estudos do léxico bilíngüe e de processos metafóricos no ensino da tradução.
Análise do processo tradutório e do produto resultante desse processo. Análise de textos traduzidos, considerando o contexto em que a tradução se realiza. Estudos teórico-metodológicos de terminologia/ terminografia bilingüe.
2002 a 2005
Área de concentração: TRADUÇÃO E ENSINO/APRENDIZAGEM DE LE/L2
Linha 1- Leitura, Escrita e Letramento
Investigações sobre leitura, escrita e letramento no ensino/aprendizagem de línguas. Análise de aspectos da compreensão e produção do texto manuscrito ou eletrônico, vistos respectivamente como produto, processo ou interação. Formas e níveis de organização textual. Estratégias para ler/redigir na ótica do aprendiz e/ou do leitor/redator proficientes. Contextos sociais de uso da escrita. Relações ente tecnologia da informação e letramento.
Linha 2 – Contextos Educacionais e Processos de Ensino/Aprendizagem de Línguas. Análise de abordagens, recursos e estratégias de ensino-aprendizagem de LE/L2. Professor; formação, condições de vida e de trabalho. Aluno: expectativas e realidade. Currículo: experiências em andamento e inovações. Avaliação: escolar e institucional. Sala de Aula: relações de ensino-aprendizagem e estratégias inovadoras. Materiais Instrucionais: produção e análise. Interlíngua: transferências de princípios de funcionamento de uma língua a outra. Políticas de ensino de línguas.
Linha 3 – Tradução, Lexicologia e Processamento da Linguagem
Estudo do léxico, especializado e/ou metafórico, e da tradução por meio de análise de modelos teóricos e de investigações empírico-experimentais. Estudo dos processos de geração de metáforas e dos processos de recriação intra e inter-lingüística sob a perspectiva da recepção e contextualização da tarefa tradutória. Indagações sobre os aspectos cognitivos e/ou discursivos, bem como o papel da lexicologia, envolvidos na tarefa tradutória, na compreensão/produção da linguagem, em suas várias formas de apresentação e nos gêneros textuais.
GESTÃO DO CMLA
Por tradição e necessidade, no CMLA o trabalho técnico-acadêmico da Coordenação e Vice-Coordenação conta com os membros de seu corpo docente, que colaboram nos momentos em que se faz necessário solucionar problemas, fundamentar ações, tomar decisões, escrever, realizar o relatório DataCapes ou a seleção anual dos candidatos (no início do programa oferecendo 10 vagas e agora 20). Segue a relação dos coordenadores e vice-coordenadores, por períodos à frente do Programa:
Período 1998 a 2000
Pedro Henrique Lima Praxedes Filho – Assessor da Coordenação do CMLA.
(Portaria no. 07/99, de 22/03/1999, do Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UECE, Dr. José Jackson Coelho Sampaio, em 22/03/99, retroativa a 11/12/1998)
Antônio Luciano Pontes – Coordenador
Francisco Tarcísio Cavalcante – Vice-Coordenador
(Portaria 002400/98, de 11/12/1998, do Vice-Reitor no exercício da Reitoria, Prof. Francisco de Assis Moura Araripe).
Período 2000 a 2002
Vera Lúcia Santiago Araújo – Coordenadora
Paula Lenz Costa Lima – Vice-Coordenadora
(Portaria 01096/00, de 13/07/2000, do Reitor da UECE em exercício, Prof. Francisco de Assis Moura Araripe).
Período 2002 a 2004
Paula Lenz Costa Lima – Coordenadora
Antônia Dilamar Araújo – Vice-Coordenadora
(Portaria 1615/2002, de 03 de outubro de 2002, com vigência a partir do dia 1º de outubro de 2004, do Reitor da UECE, Prof. Manassés Claudino Fonteles).
Período 2004 a 2006
Antônia Dilamar Araújo – Coordenadora
Vera Lúcia Santiago Araújo – Vice-Coordenadora (assumiu a Coordenação de abril a setembro de 2006)
(Portaria 1562/2004, de 07/10/2004, do Reitor da UECE, Prof. Jáder Onofre de Morais).
Período 2006 a 2008
Wilson Júnior de Araújo Carvalho – Coordenador
Soraya Ferreira Alves – Vice- Coordenadora
(Portaria 1151/2006, de 01/10/2006, e Portaria 449/2007, de 05/06/2007, do Reitor da UECE, Prof. Jáder Onofre de Morais).
Linha 2 – Contextos educacionais e estratégias de ensino/aprendizagem de LE.
Análise de abordagens, recursos e estratégias de ensino-aprendizagem de LE. Professor: formação, condições de vida e de trabalho. Aluno: expectativas e realidade. Currículo: experiências em andamento e inovações. Avaliação: escolar e institucional. Sala de Aula: relações de ensino-aprendizagem e estratégias inovadoras. Materiais Instrucionais: produção e análise. Enfoques teóricos e metodológicos no ensino de LE.
Linha 3 – Tradução e terminologia bilíngüe
Obs: Vigoraram 2 versões no período
Linha 1- Leitura, Escrita e Letramento
Atual Coordenação


