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Na EEMTI Santo Afonso, os bolsistas do PIBID Alan, Alana, Beatriz, Camila, Henrique, Isabelle, João Pedro e Nicole, sob a supervisão da professora Jéssica Damasceno, ministraram diversas atividades no decorrer de todo o projeto. Dentre elas, destacam-se as de maior recorrência e impacto na instituição: o minicurso sobre o gênero seminário, para os alunos dos primeiros anos do Ensino Médio, e os simulados para o SPAECE direcionados aos terceiros anos.

Inicialmente, o minicurso contribuiu fortemente para a preparação dos discentes visando a Expociências, evento em que apresentam as pesquisas desenvolvidas ao longo do ano. Esse momento formativo foi de extrema importância, uma vez que teve como objetivo explicar as características e particularidades do gênero seminário, oferecendo as orientações necessárias para uma boa apresentação e esclarecendo as dúvidas dos estudantes.

A atividade foi bastante proveitosa e sua relevância ficou evidente nas apresentações da Expociências: os alunos colocaram em prática as orientações do minicurso e foram elogiados, pelos avaliadores, pelo excelente desempenho.

Nos terceiros anos, no decorrer do ano, foram trabalhados com os alunos diversos simulados para prepará-los para o SPAECE. Essa ação foi fundamental para reforçar as competências e habilidades cobradas na avaliação externa, promovendo a revisão contínua dos descritores priorizados. Como resultado, observou-se uma evolução constante no rendimento dos estudantes, que demonstraram maior segurança e preparo para o exame.

 

A oralidade se encontra presente na vida do ser humano nas diversas situações de interações da sociedade. Para Marcuschi (2003, p.17), “sob o ponto de vista mais central da realidade humana, seria possível definir o homem como um ser que fala e não como um ser que escreve”. O autor enfatiza que a fala apresenta papel fundamental na construção humana. Entretanto, não devemos considerar a fala como superior, uma vez que tanto a escrita como a oralidade são práticas significativas para a perpetuação da língua, compartilhando semelhanças e diferenças em seu funcionamento e afetando-se mutuamente.

Quando comparada com a escrita, observa-se que a oralidade parece ter sido esquecida por um determinado período como objeto de ensino no meio educacional, ocupando um lugar de coadjuvante ao longo do processo de formação estudantil. Diante deste cenário, discussões teórico-metodológicas, presentes desde os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN, 1997) e, mais recentemente, na Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018), trouxeram novos conceitos e objetivos para o ensino da oralidade, corroborando para a instrução desta a partir das práticas sociais, não mais marcadas pelas diferenças e semelhanças entre fala e escrita.

A BNCC define as aprendizagens necessárias para o ensino com os textos orais. Nesse sentido, a escola tem um papel fundamental no desenvolvimento das habilidades e competências da oralidade com os discentes nas diversas etapas de ensino, tendo em vista ser um espaço no qual as aprendizagens se processam. O documento aborda, ainda, a linguagem a partir das relações humanas que se concretizam através das práticas sociais mediadas por vários aspectos: o propósito comunicativo, o gênero, os interlocutores, entre outros.

A linguagem oral, portanto, tem sido discutida como objeto de ensino-aprendizagem, uma vez que favorece a construção do conhecimento e a formação de um indivíduo competente para lidar em diversas situações cotidianas, assim como nas apresentações públicas. O domínio oral faz parte das interações humanas nas falas espontâneas, desde muito cedo, nas interações interpessoais. Desse modo, faz-se importante o desenvolvimento da linguagem oral, a qual apresenta relevância em ser objeto de ensino na escola de forma intencional e sistemática no Ensino Fundamental.

Em anexo há um vídeo que apresenta um pibidiano, Lucas Washington Torres Matias, que explica questões da Uece na semana que antecedeu a prova de seleção do vestibular da Uece (2026.1)

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