No Brasil, especialmente na escola pública, muito se debate o fracasso escolar. No entanto essas discussões quase sempre resultam em conclusões reducionistas nas quais se culpabiliza, ora o aluno e seu contexto imediato, ora a escola e o sistema nela existente, sem que sejam adotadas medidas efetivas de enfrentamento do problema. O objetivo deste trabalho foi servir como ponto de reflexão sobre o sentido da ação do professor e as possíveis alternativas para mudança. O interesse pelo tema surgiu a partir da necessidade de debater sobre a responsabilidade e as possibilidades dos professores nos processos de ensino e de aprendizagem. A metodologia adotada baseia-se em estudos teóricos, realizados pelos bolsistas IDs do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - PIBID, da obra de Cortella "A escola e o conhecimento" (2016). Na obra, o autor afirma que a ação de cada professor se dá de acordo com sua concepção de relação sociedade/escola e que mesmo nesse espaço de contradições, os professores devem construir ambientes de inovação de sua prática educativa, por meio do uso reflexivo e crítico dos livros didáticos e a integração de conteúdos que sejam significativos para os alunos. Os resultados apontaram para o fato de que alguns professores, de modo intencional ou não, estão sempre a apontar culpados para o fracasso de seus alunos, relegando a importância de sua prática pedagógica nesse fenômeno. Constatou-se que não se podem negar as interferências externas sobre o desempenho dos alunos, mas que os professores devem refletir sobre os fatores intraescolares e buscar metodologias que facilitem a integração dos conteúdos e torná-los significativos para os alunos.