A inteligência artificial (IA) se firmou como uma ferramenta promissora na saúde, podendo aumentar as habilidades humanas no cuidado, como apoio ao diagnóstico, decisão clínica e otimização terapêutica. No caso do HIV, a IA pode melhorar etapas importantes do cuidado, como diagnóstico precoce, definição de condutas e estratificação de risco, além de ajudar na adesão ao tratamento e no acompanhamento contínuo. Este estudo teve o objetivo de analisar o uso da IA no manejo e na prevenção do HIV. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura. Foram incluídos estudos primários em inglês, português e espanhol, sem recorte temporal. Ao final, 18 estudos compuseram a amostra. Os achados mostram que a IA pode ajudar a preencher lacunas no conhecimento em saúde, especialmente em populações vulneráveis; além disso, favorece estratégias de educação, saúde mental e autocuidado por meio de chatbots acessíveis e culturalmente adaptáveis. Entretanto destaca-se a necessidade de uso responsável e complementar aos profissionais de saúde devido à limitada evidência sobre sua confiabilidade. Conclui-se que a IA tem um potencial relevante sendo necessários mais estudos para fortalecer sua aplicação segura e eficaz.