INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E TECNOLOGIAS DIGITAIS NA SAÚDE COLETIVA: IMPLICAÇÕES DAS DISPARIDADES SOCIOECONÔMICAS EM SAÚDE

MARIA EDUARDA ANDRADE DUARTE

Co-autores: ALICE MACHADO DE SALES, ELEN FREIRE MELO, ISABELLE ROCHA OLIVEIRA, MICAELLY INGRID DE SOUZA NASCIMENTO e ALLAN CRUZ DA SILVA
Tipo de Apresentação: Oral

Resumo

Objetivo: Analisar as implicações das disparidades socioeconômicas no uso da Inteligência Artificial e de tecnologias digitais na Saúde Pública. Método: Trata-se de uma Revisão Integrativa de Literatura realizada nas bases de dados MEDLINE, LILACS, BDENF e SCOPUS, com recorte temporal de 2021 a 2026. Resultados e discussão: Observaram-se diferentes implicações relacionadas às disparidades socioeconômicas no uso da inteligência artificial e das tecnologias digitais na saúde. Os padrões de adoção destas ferramentas revelam desigualdades preexistentes ligadas ao perfil socioeconômico, à faixa etária e ao acesso à educação. Barreiras estruturais e financeiras corroboram para a implementação heterogênea da saúde digital entre regiões. Ademais, a desinformação e a ausência de confiança nas ferramentas de inteligência artificial restringem o engajamento de seu uso no âmbito da saúde. Considerações finais: O uso tecnológico deve ser ético, seguro e contextualizado às realidades territoriais. Portanto, determinantes sociais como gênero, idade e renda devem ser centrais na formulação de políticas que visem à equidade e justiça social no sistema de saúde.