Introdução: As vacinas são importantes imunizantes que desde a sua criação no século XVIII possuem a função de proteger, prevenir, eliminar e erradicar doenças infecciosas. Apesar da importância e da disponibilidade dos imunizantes na rede pública, a existência da "hesitação vacinal", levou a redução das taxas de aplicações das vacinas, evidenciado por dados epidemiológicos dos últimos anos. Objetivo: O objetivo do estudo é compreender quais conceitos de vulnerabilidades em saúde estão relacionados à hesitação vacinal do calendário infantil em uma unidade de atenção primária à saúde do município de Fortaleza. Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagem qualitativa, baseada na análise de vulnerabilidades em saúde. Resultados e discussão: Os resultados das entrevistas identificaram diferentes vulnerabilidades em saúde relacionadas ao sujeito, como: letramento funcional; situação física e comportamento e as relacionadas ao social, como: situação programática; contexto familiar; situação socioeconômica; redes e suportes sociais e acesso ao direito fundamental. Considerações finais: Com isso, é perceptível que diferentes questões que envolvem a vida individual e social dos responsáveis afetam diretamente no comprometimento desses com a vacinação das suas crianças, essas questões podem ser classificadas como vulnerabilidades em saúde.
Palavras-chave: Vulnerabilidade; Hesitação vacinal; Crianças.