Introdução: O climatério é uma fase de transição biológica que afeta o bem-estar feminino, com impactos significativos na saúde pública brasileira e nos custos do SUS. Diante de sintomas como fogachos e osteoporose, as tecnologias digitais surgem como estratégias para o cuidado integral e monitoramento remoto. Objetivo: Analisar evidências científicas sobre as perspectivas futuras das tecnologias digitais no cuidado à mulher no climatério. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura (2016-2026) nas bases PubMed e BVS, utilizando a estratégia PICo e o fluxograma PRISMA. Foram encontrados 189 artigos, mas somente 6 foram selecionados para análise qualitativa e quantitativa. Resultados: Os estudos destacam o uso de aplicativos de saúde mental, terapias digitais (DTx), dispositivos de self-tracking e inteligência artificial. As ferramentas demonstraram eficácia na redução de sintomas vasomotores e promoção da autonomia, embora barreiras como o letramento digital e a desconfiança na informação limitem a adesão. Considerações Finais: As tecnologias digitais são aliadas essenciais para o autocuidado e suporte clínico, especialmente na Atenção Primária. Contudo, o futuro da área depende do desenvolvimento de interfaces mais inclusivas, seguras e validadas, além de estudos longitudinais que garantam a integração humanizada dessas inovações à prática da enfermagem e saúde da mulher.