Introdução: O período gestacional, bem como o parto, é um evento neuropsicossocial, portanto deve-se firmar que a integração dos conhecimentos na execução do cuidado é de suma importância para a qualidade da prestação de serviço e da manutenção da qualidade de vida e nascimento. A Violência Obstétrica se caracteriza por maus tratos físicos, psicológicos, verbais, além da utilização de procedimentos desnecessários que causam danos às vítimas. Tem-se como objetivo compreender as vivências de mulheres que foram submetidas à situações de Violência Obstétrica no processo de parto e nascimento. Método: Trata-se de um recorte de uma pesquisa exploratória e descritiva de abordagem qualitativa, realizado no setor obstétrico de um hospital no município de Maracanaú, Ceará. Resultados e discussão: Os resultados evidenciaram um perfil sociodemográfico de mulheres entre 31 e 35 anos, pardas, com mais de 12 anos de ensino formal. Ainda, foram identificadas fragilidades no direito ao acompanhante e práticas inadequadas, como a negligência, desvalorização da dor e abusos verbais. Conclusão: Conclui-se que, apesar do perfil sociodemográfica favorável das participantes, persistem fragilidades na assistência e no reconhecimento da VO, reforçando a necessidade de práticas mais humanizadas e garantia efetiva dos direitos no ciclo gravídico-puerperal.