Introdução: O diabetes é uma condição crônica caracterizada por hiperglicemia, associada a complicações como a retinopatia diabética (RD). Nesse sentido, a ausência de sintomas nos estágios iniciais torna o rastreamento oftalmológico essencial para o diagnóstico precoce. Contudo, alterações refrativas decorrentes da hiperglicemia podem dificultar a avaliação clínica. Diante disso, a inteligência artificial (IA) surge como ferramenta promissora, ao aumentar a precisão no rastreamento e diagnóstico. O estudo objetivou mapear as evidências disponíveis na literatura sobre o uso da inteligência artificial na detecção precoce da retinopatia em pessoas com Diabetes Mellitus. Método: Trata-se de uma revisão de escopo, que seguiu as diretrizes Joanna Briggs Institute (JBI), e foi apresentada conforme o checklist Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analyses extension for scoping reviews (PRISMA-ScR). Resultados e discussão: Observou-se que as evidências disponíveis indicam que a IA na detecção precoce da RD é sustentada por uma ampla diversidade de tecnologias, que vão além da simples classificação de imagens, confirmando a como uma ferramenta robusta para a detecção precoce da retinopatia diabética. Conclusão: A inteligência artificial destaca-se como uma estratégia inovadora para o rastreamento da retinopatia diabética, ao possibilitar maior rapidez, precisão e acessibilidade, além de apoiar a tomada de decisão clínica.