INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA ENFERMAGEM: IMPLICAÇÕES PARA AUTONOMIA PROFISSIONAL E O RISCO DE NEGLIGÊNCIA

CIBELE DE JESUS GOMES GRANJA

Co-autores: ISABEL FREITAS DOS SANTOS NÓBREGA, NATASHA DE SOUSA UCHÔA, STEPHANY SABOIA LEMOS, THAYNARA SOUZA DO NASCIMENTO AMANCIO e FERNANDA JORGE MAGALHÃES
Tipo de Apresentação: Oral

Resumo

Introdução: A Inteligência Artificial tem sido aplicada em diferentes contextos da saúde, incluindo a Enfermagem, ao possibilitar a simulação de processos do intelecto humano. Desse modo, objetiva-se identificar na literatura o impacto da Inteligência Artificial na Enfermagem e suas implicações para a autonomia profissional e o risco de negligência no cuidado. Método: Revisão integrativa da literatura, com busca nas bases PubMed, Scientific Electronic Library Online e Base de Dados de Enfermagem, utilizando a estratégia Inteligência Artificial AND Enfermagem AND Cuidado OR Negligência, resultando na seleção de 10 estudos. Resultados e discussão: A literatura evidencia que a Inteligência Artificial pode otimizar os fluxos de trabalho, promover maior eficiência e organização do cuidado. Contudo, apontam-se desafios relacionados à sua incorporação, destacando-se o risco de negligência associado à possível redução da autonomia profissional e à dependência de sistemas automatizados. Além disso, emergem preocupações quanto à responsabilização legal frente a erros ou resultados incorretos gerados por essas tecnologias. Conclusão: A Inteligência Artificial configura-se como uma estratégia promissora na Enfermagem, mas sua implementação requer uso crítico e ético, a fim de minimizar riscos de negligência e preservar a autonomia profissional.