A inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma tecnologia capaz de transformar a prática da enfermagem, especialmente por contribuir para a tomada de decisão, organização de prontuários, monitoramento de pacientes e redução da sobrecarga administrativa. No entanto, sua incorporação ao cuidado em saúde também suscita importantes reflexões éticas, legais e assistenciais, sobretudo relacionadas à privacidade dos dados, à transparência dos sistemas, à autonomia profissional e à preservação da humanização do cuidado. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com o objetivo de refletir o uso da IA e seus impactos na saúde, realizada nas bases LILACS, MEDLINE, BDENF e WPRIM, com uso dos descritores "Ethics" AND "Artificial Intelligence" AND "Nursing". Após o processo de seleção, a amostra final foi composta por quatro estudos. Os achados evidenciam que, embora a IA atue como ferramenta de suporte, o enfermeiro permanece como protagonista do cuidado, responsável pela análise crítica das recomendações tecnológicas, pela proteção das informações em saúde e pela manutenção da assistência segura e ética. Conclui-se que o uso da IA na enfermagem deve ocorrer de forma cautelosa, responsável e complementar, sem substituir o julgamento clínico, a empatia e a singularidade do cuidado humano.