COMPARAÇÃO DE DIFERENTES ESTÍMULOS AVERSIVOS DURANTE TESTE DE ESFORÇO MÁXIMO NA HIPERSENSIBILIDADE TÉRMICA EM RATAS

ALINE COLARES CAMURÇA DOS SANTOS

Co-autores: TANES IMAMURA DE LIMA, JULIANA OSÓRIO, NATÁLIA MATOS, ISABEL MENDONÇA e VÂNIA MARILANDE CECCATTO
Tipo de Apresentação: Pôster

Resumo

O teste de esforço máximo (TEM) em esteira ergométrica para ratos é muito utilizado como uma medida não invasiva de avaliação da capacidade física máxima, assim como para a prescrição da carga de treinamento de animais submetidos a protocolos de exercício físico. Consiste no acréscimo regular da velocidade a cada período de tempo até a exaustão do animal. Os ergômetros utilizados podem ser equipados com estimulação elétrica ou adaptados para estimulação manual. Entretanto, poucos estudos analisam o impacto destes estímulos no bem estar dos animais. Por tanto, o presente estudo comparou a capacidade física, glicemia, e sensibilidade térmica de ratas wistar antes e depois do TEM com cada estímulo. Protocolo CEUA- 127837060. Foram utilizadas 8 ratas Wistar com peso médio de 151g ( ± 2 g) obtidas do biotério do ISCB\UECE, respeitando o ciclo claro /escuro (12h/12h), temperatura entre 22 a 25°C, acesso ad libitum à água e à ração. Primeiramente, os animais foram submetidos ao teste inicial de sensibilidade térmica (I) (Tail flick, 42ºC, 46ºC, 10ºC, 4ºC). Posteriormente passaram por um período de adaptação que incidiu em cinco dias de caminhada por 5min. à velocidade de 0,3 km/h  e um TEM em cada esteira com intervalo  de 72h entre estes. Após a adaptação, as ratas foram submetidas a um novo TEM na esteira elétrica (E), em seguida foi analisada a sensibilidade térmica para este estímulo; seguindo o mesmo intervalo, foi realizado o TEM na esteira manual (M) seguido dos testes de Tail flick. A glicemia foi aferida antes e após cada TEM. A ordem dos testes foi randomicamente escolhida e cada animal participou do TEM com ambos os estímulos. A estatística foi realizada com testes T e análise de variância ANOVA - one\two way. A glicemia após o teste em esteira manual estava elevada em relação a sua medida antes do mesmo (p>0,05) e quando comparada ao TEM em esteira elétrica (p >0,05). Além disso, em temperaturas não extremas, o tempo de latência durante o tail flick foi menor após o TEM (M) em relação ao tail flick inicial (I) ( 42ºC, 10ºC  p> 0,05). Já em temperaturas muito quentes ou muito frias (álgicas) o tempo de latência após esteira manual foi menor que o inicial (46ºC, 4ºC p>0,05) e que o após esteira elétrica (46ºC, 4ºC p>0,05). Ainda, no extremo frio, o tempo de latência do tail flik após a esteira elétrica também foi menor que o inicial (p>0,05). A capacidade física dos animais em cada esteira não foi diferente. A fadiga generalizada pode resultar no aumento da resposta nocioceptiva (hiperalgesia), resultando na diminuição do tempo de latência em resposta ao Tail flick. Contudo, o aumento do reflexo nos testes de sensibilidade é verificado principalmente após o TEM (M). Ainda, a glicemia elevada no pós-teste manual pode sugerir uma alteração hormonal\ metabólica induzindo a maior liberação deste substrato. Em suma, o Teste de Esforço Máximo em ratas wistar parece ser mais estressante quando realizado em esteiras com estimulação manual.