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Brics prioriza inovação tecnológica na busca por crescimento econômico

Na busca pelo crescimento econômico mais igualitário, os países integrantes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) salientaram a importância da inovação tecnológica. Ainda assim, dizem não acreditar na possibilidade imediata, ou a médio prazo, de substituição da mão de obra "orgânica" pelas máquinas superinteligentes.


A fundadora da Global Rus Trade, Anna Nesterova, representante da Rússia, salientou que 75% daquele país tem acesso fácil e rápido à internet. Disse que os preços são acessíveis e que os russos são líderes em comércio e vendas on-line. "A tecnologia facilita a vida no país, mas duvido que, imediatamente, exista a possibilidade de o ser humano ser substituído pelas máquinas".


Para Nesterova, o "novo luxo" é ter tecnologia disponível e, ainda assim, utilizar mão de obra humana especializada e qualificada. "Precisamos falar pessoalmente com os clientes, em se tratando de vendas. O comércio on-line não substitui a venda presencial, que, além de tudo, preserva os valores culturais do país. Assim, novos parceiros precisam saber quais são seus produtos únicos", ponderou.


O diretor regional da Tata Consultando Services, Tushar Parikh, representante da Índia, lembrou que a Educação continua sendo o maior obstáculo para os países emergentes. "Precisamos de mais perfis técnicos e, com isso, o governo precisa ajudar. Sinto a 4a revolução industrial vem por aí. É necessário educar as crianças para elas ligarem os pontos neste setor e entenderem a figura de maneira macro, adaptando o que aprendem para as suas vidas. É preciso saber que máquinas e humanos terão de ser trabalhados como uma questão conjunta".


Na África do Sul, onde a presença do comércio on-line absorve apenas 1,8% da população (na América do Sul, por exemplo, chega a 19%), será necessário implementar mudanças rumo ao futuro, diz a respeitante do país, Jesmane Boggenpoel, diretora do Comitê de Risco e Governança. "Precisamos de parceiros para destravar a economia, especialmente das pequenas cidades, oferecendo tratamento de educação digital e ensinando os africanos a usarem as plataformas digitais. Lá, nem os serviços de entrega são ágeis. Para que o país evolua, é necessário que os Brics se façam presentes".


Referência em tecnologia, a China acredita que a inovação tecnológica bem trabalhada e bem distribuída pode se tornar uma espécie de suporte para o oferecimento de bens e serviços. "Isso otimiza a distribuição dos recursos e eleva a eficiência dos talentos. O foco é sempre a inovação, pois ela puxa o desenvolvimento de todas as regiões", acrescentou Lu Yumi, presidente da China General Technology.


O brasileiro Carlos Grillo, diretor de Negócios Digitais da WEG, diz que o importante é entender que não basta ter tecnologia se não houver quem a maneje. "Tudo deve ser feito de maneira gradual, e as pessoas têm de entender que não há inovação pronta para o uso em massa. É tudo customizado, é tudo feito para usos específicos, no âmbito da indústria. Assim, é necessário haver um treinamento de pessoas".


Fonte: Correio Braziliense, por Bernardo Bittar e Simone Kafruni, em 13 de novembro de 2019, às 17:45