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ACP Biotecnologia em parceria com a UECE cria pomada cicatrizante a partir de água de coco em pó

A água de coco em pó foi criada em 2015, por pesquisadores da Uece, como repositor eletrolítico para atletas


Após 16 anos de estudos e parcerias, a Universidade Estadual do Ceará (Uece), por meio do curso de Mestrado Profissional em Biotecnologia em Saúde Humana e Animal (MPBiotec) e da empresa ACP Biotecnologia, Graduada Associada na IncubaUECE, desenvolve cicatrizante à base de água de coco em pó. A pesquisa é coordenada pelos professores José Ferreira Nunes e Cristiane Mello.


O produto foi testado em pés diabéticos, que são o conjunto de complicações nos pés, incluindo as ulcerações, em indivíduos com diabetes. No estudo clínico realizado no Centro de Diabetes (CIDH), houve redução de 21% no tempo de tratamento (de 87 para 68 dias) com o uso do cicatrizante à base de água de coco em pó, além de um acréscimo em 12% (de 70,6 para 80,6%) na alta dos pacientes após seis meses de tratamento.


Segundo Cristiane Mello, o resultado é gratificante tanto para os pesquisadores, como para a comunidade. “Acompanhar o sofrimento que passam as pessoas diabéticas, notadamente às feridas que não cicatrizam e levam às amputações e até à morte, foi a motivação principal em todos esses anos de estudo. Por isso, é tão importante se ter um produto efetivo para a cicatrização de feridas. Diante dos resultados já alcançados, prevê-se o uso em vários outros tipos de processo de cicatrização”, conclui.


A comprovação das propriedades cicatrizantes da água de coco em pó contou com a colaboração dos médicos Manoel Odorico de Moraes Filho (Departamento de Cirurgia da Universidade Federal do Ceará – UFC), Eliardo Silveira Santos (Setor de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital Geral de Fortaleza – HGF) e das enfermeiras do Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão – CIDH (Setor de Pé Diabético). Já no desenvolvimento e aprimoramento das formulações, contou com a colaboração da professora da Uece, Fádia Valentim (Lab. Química).


Atualmente, o cicatrizante se encontra em fase final de testes de estabilidade de formulação em empresa parceira no desenvolvimento e comercialização do produto, mas já se encontra disponível sob prescrição (humana e animal) em uma farmácia de manipulação.


Fonte: Assessoria de comunicação da UECE, 11 de abril de 2019.