Nota sobre os cortes de bolsas de pós-graduação pela CAPES

14 de maio de 2019 - 13:05

Na última quinta-feira, 08/05, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior-Capes comunicou o “recolhimento” de bolsas de pós-graduação “ociosas” no âmbito de vários programas desenvolvidos pela agência.
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As chamadas bolsas “ociosas” eram, na verdade, bolsas que estavam no sistema aguardando trâmites administrativos entre o fim do contrato de um bolsista e outro, uma vez que o sistema de distribuição de bolsas se dá em forma de rodízio e assim que um estudante termina um mestrado ou um doutorado a bolsa passa para outro estudante.
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A partir dessa decisão da CAPES o que ocorreu foi a efetiva retirada de bolsas de pesquisa de inúmeros estudantes, em todas as áreas do conhecimento e em todos os sistemas de educação superior brasileiros.
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E qual é o impacto disso na pesquisa e na pós-graduação brasileiras? O efeito do corte de bolsas atinge diretamente as pesquisas e prejudica o desenvolvimento científico e o desenvolvimento sócio-econômico-cultural do país.
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Todas as áreas em que há pesquisas, sejam elas tecnológicas, de saúde ou humanas, por exemplo, contribuem para solucionar problemas sociais, para criação de serviços e produtos que promovam o bem-estar dos seres humanos.
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Dentro dos próprios programas de pós-graduação, ações como essas instauram um clima de incerteza entre pesquisadores, estudantes e parceiros em pesquisas nacionais ou internacionais, comprometendo a institucionalização da pesquisa e sua internacionalização. Cada pesquisa abortada significa muito trabalho perdido, muito atraso em processos de formação, muito conhecimento novo fracassado e difíceis recomeços.
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A educação superior pública brasileira precisa ser defendida e fortalecida. É nesse sentido que a Universidade Estadual do Ceará-Uece se posiciona contra qualquer ação que ponha em risco a educação pública, gratuita e de qualidade e pede apoio do corpo docente, discente e de servidores, para que juntos possamos lutar para reverter essa situação que prejudica a formação superior, a ciência, a tecnologia e o desenvolvimento civilizatório brasileiros.
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Fonte: Assessoria de Comunicação da UECE